Aladim e a Lâmpada maravilhosa

Publicado em janeiro 25, 2012

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Quando eu era criança (se é que deixei de ser algum dia) um dos meus desenhos preferidos era do Aladim e a tal lâmpada mágica. Quem não conhece? Aquele conto árabe sobre um adolescente que se recusa a ser alfaiate, e acaba caindo no papo de um mago, iludido com promessas de ouro sem fim em troca do resgate de uma lâmpada. Lâmpada essa que está no fundo de uma caverna de tesouros.

Claro que o bundão do Aladim acabou preso lá e no que deveria ser o fim da sua vidinha pacata ele encontra o gênio que lhe concede a realização dos famosos e maravilhosos desejos… Nem preciso comentar que o cara se deu bem no final né? Ficou rico, virou príncipe e casou com a mais bela princesa. (E todos viveram felizes para sempre, é claro.)

Mais um conto de fadas bonitinho, eu sei.

Lembro das manhãs de férias onde era permitido dormir até mais tarde… Onde eram permitidas algumas regalias e extravagâncias como, por exemplo, assistir desenho na cama. E era no quarto da minha mãe que ficava a TV de 14” (colorida). Uau! Ali que rolava a festa. E nessas manhãs eu assistia e sonhava ao mesmo tempo, com o Aladim, com a lâmpada mágica, com o gênio sempre bem humorado, com aquele tapete voador manero, com aquele macaquinho travesso e… e…  em quem sabe ser uma bela princesa como a Jasmim um dia… Pronto falei.

E quem não sonharia com tudo isso? Pensa bem. Um gênio com o poder de lhe conceder qualquer pedido… Qualquer um!  Só de escrever essas duas palavras sou invadida por 1001 um pensamentos. Lembro de perder muito tempo (ao menos nas minhas lembranças parecia ser muito tempo) tentando decidir quais seriam os melhores pedidos… Vai que eu encontrava uma lâmpada dessas? Nunca se sabe quando a gente vai cair numa caverna cheia de ouro e de quebra descobrir um gênio poderoso. Bom estar prevenido, com as respostas na ponta da língua.

Hoje depois de por acaso ver uma imagem clássica do desenho, lembrei de tudo isso. Como um fio aparentemente despercebido, que em uma puxada faz o carretel rolar longe… Quais seriam meus pedidos hoje? Volto a quebrar a cabeça. Dinheiro? Seria bom. Um carro? Deixa de ser burra Elis, isso ta incluso em dinheiro. Amor eterno? Só enquanto dure. Sabedoria sem fim? Não, obrigada, prefiro manter a sanidade. Poderes especiais? Ver através de paredes? Ler pensamentos? Ser invisível? Perder 5kgs? O que mais de impossível eu gostaria de pedir hoje?

Não sei.

Pra ser sincera? Meu único desejo agora é achar a tal coletânea Mil e uma noites que contém o conto original do Aladim. Algo mais? Um café cairia bem… Obrigada.

Não é que eu não tenha pedidos, desejos ou sonhos. Afinal não sou uma porta. É que os meus sonhos hoje parecem mais alcançáveis. E como é bom descobrir isso! Essa certeza de que – diferente do pobre Aladim que sem o gênio acabaria no fundo da caverna sem realeza, sem ouro e sem princesa – eu posso chegar lá, mesmo sem uma lâmpada mágica.

(Mas confesso que, quem sabe, se eu encontrasse uma lâmpada, um gênio e alguns pedidos de cortesia… Hummmm. Melhor não comentar. Hihi!)

Quais seriam os pedidos por aí?

Publicado em: Dica da Lis, Infância