Não sei como anda o número de mudanças de vocês, mas pelos meus leves cálculos essa é a 13ª mudança da minha parte. Viva ao sangue cigano! Só nos últimos dois anos é a quinta. E depois de tanto abre e fecha de caixas, bolsas e malas posso garantir que adquiri habilidade até mesmo invejáveis de organização. Nunca perco nada, sei onde está cada objeto… Mas, uma coisa engraçada nisso tudo é que você acaba descobrindo como realmente não precisamos de tanto para viver.
Como as formigas parece que fazemos questão de carregar X vezes nosso tamanho de coisas que julgamos extremamente necessárias. Um troféu da época da escola que sequer lembramos o mérito. Um CD presente de natal da tia-avó. Você nunca escutou, você odeia aquela banda. Um sapato que você não usa, não tem como usar se ele machuca o mindinho né? Mas você guarda, você pagou uma nota preta nele. Vai que um dia o mindinho pede divórcio do resto do pé… Eu por exemplo encontrei coisas absurdas entre meus pertences. Pasmem. Encontrei até uma coleção de pôsteres do Black Sabbath da época que eu tinha 13 anos… Fiquei abobada quando abri aquilo.
E eu não falo somente do material… Sei que não dá para evitar lembranças ou sentimentos, mas tem vezes que parece que fazemos questão de bater na mesma tecla. Parece que a gente faz questão de não fazer backup, guardar no bauzinho das coisas boas e seguir adiante. Queremos lembrar, queremos remoer, queremos sentir mesmo que seja dor. Será que vale a pena?.. É a pergunta que não quer calar.
Eu gosto de mudanças. Pronto, falei.
Gosto de ver elas como um empurrão civilizado para um recomeço. Um recomeço de tudo, hábitos, cortes de cabelo, livros, cortinas, amores, telefones, horários e tudo mais que eu puder mudar. Guardo o que não vivo sem. (Os livros e as xícaras de café continuam aumentando.) O que eu não preciso, o que não faz diferença e só faz peso vai para o saco mesmo. Lembro dos sorrisos, do céu azul, dos laços e da paixão. Tudo que tiver álcool envolvido não envolve detalhes, não sei por quê. Os finais trágicos, as lágrimas inevitáveis, as palavras não ditas eu deixo de lado… Hoje eu prefiro ser feliz.
E nada é melhor que a primeira xícara de café pela manhã. Nada é melhor que abrir caixas e encontrar partes de você. Nada é melhor que colocar cortinas novas ou imãs de bichinhos na geladeira. É sério!
Agora é hora do ônibus. Bom sábado!



Lopes
outubro 30, 2011
Mudar não é facil. Quanto a numero de mudanças ta me ganhando, so fiz 11! =/
Thaata
outubro 30, 2011
eu odiava mudar de casa, mas devo admitir q agora q estou a 7 ou 8 anos na mesma casa estou sentindo falta de mudar!
tambem sinto falta de outros tipos de mudanças, algumas eu posso fazer algo a respeito, outras não.
algumas mudanças são dolorosas. tive uma partircularmente dolorida recentemente, mas depois sempre é possivel ver q por pior que seja o q a gente passa, sempre tem algo de bom.
por mais dificil que seja mudaças sempre são boas. viva as mudanças XD
=********
Dulce Mahs
outubro 30, 2011
Eu tbm adoro mudanças, já tô com saudades de fazer uma….
Eu tive o trabalho de contar, e já me mudei 6 ou 7 vezes…. não tenho certeza…. e todas foram de muito aprendizado e desapego…..
tô precisando me desapegar de muitas coisa que tá entulhada aqui em casa,hehehehe
como tbm estou loka pra ver e conhecer coisas novas, sentir aquele friozinho de ansiedade…. uhuuuu
Jéssica Gonzalez
outubro 31, 2011
Eu gosto de mudanças tbm!
Realmente, é o exercício do desapego!
Amei o post =D
Mônica Oss-Emer
novembro 3, 2011
mudanças é o que há! me identifiquei…bem legal e o segredo do post anterior?? to curiosaa! hehe bjs!
Mônica Oss-Emer
novembro 3, 2011
ps: adoro essa música