Boa noite! De um quarto de hotel no terceiro andar na cidade de Tubarão, sul do estado de Santa Catarina, vos escrevo. Ontem meu – primeiro na cidade – dia foi longo, muito longo. Tudo começou as 5:30h da manhã em Timbó, na minha cama. Acordei com muito sono e só porque o celular já estava no ultimo volume do toque crescente… No dia anterior estive finalizando os últimos preparativos da viagem então acabei indo dormir só depois da meia noite. Bom, vamos começar o dia com o pé direito né? Preparei aqueleee café. Ôpa! Agora sim!
Fui checar pela ultima vez minha bagagem, bolsa de colo com carteira, documentos, maquiagem, livro, bloquinho, caneta, chaves, barra de cereal, câmera, celular… Posso parar por aqui? Já deu pra entender que toda bolsa feminina tem ao menos uma passagem secreta para um universo paralelo onde os objetos ficam armazenados até serem solicitados, né? Ok. Bolsa com note, carregador do note, mouse… Ok. Frasqueira com (insira aqui mil produtos de uso pessoal feminino, alguns indispensáveis, outros necessários e uma grande maioria que está ali unicamente por ter sido indicado com boas referencias por outra mulher)… Ok.
Mala de viagem… Putz. A principio apesar de a mala ser absurdamente gigante e espaçosa eu iria levar somente uniforme, dois sapatos, pijama e livros. Até que alguém com uma vozinha inocente e sem maldade soltou no ar: “Se eu fosse você levaria tudo que coubesse na mala, melhor sobrar que faltar. Enche até onde der.” Realmente, se conselho fosse bom as pessoas venderiam. Depois de tudo conferido fui dar um chamego e alguns cheros na Jessie. Meu bichano monstro que vai me deixar com tanta saudade… Nesse período que vou ficar por aqui é a Angélica quem vai cuidar dela. O que deixou muitas pessoas temendo pela vida da gata. Conhecendo a Jessie, estou temendo pela vida da Angélica.
Para inicio de jornada eu precisava pegar um ônibus até Blumenau, porque é claro que não tem ônibus direto de Timbó a Tubarão. Não foi uma grande surpresa tal informação. Como ato final de bondade e gentileza minha (ex) gerente me deu uma carona até na nossa rodoviária, o que eu achei muito legal da parte dela, afinal quem acordaria as 5h da manhã para dar carona para um funcionário que além de morar no outro lado da cidade está indo embora? Conhecendo a dona Lourdes marquei com ela 5 minutos mais cedo na entrada da minha rua. Ela chegou humm… 10 minutos atrasada. Logo, estávamos 5 minutos atrasadas. Chegamos na rodoviária e por sorte a linha para Blumenau ainda não havia saído.
- Bom dona Lourdes, obrigada pela carona, obrigada por tudo sempre…
– Que isso Elis, isso é merecimento seu, imagina…
– Mas se não fosse a senhora, eu não estaria aqui…
– Se você não tivesse se esforçado e se dedicado você não estaria aqui…
– Mas se você não tivesse me ensinado grande parte…
- Mas Elis…
De repente começamos a rir, notamos que sem perceber já estávamos numa daquelas típicas discussões de loja Elis x Lourdes, amigáveis, porém famosas por não terem resolução – afinal as duas são difíceis na queda. Mas pela primeira vez não era sobre metas, cobranças ou horários… Era apenas um “Obrigado, foi bom trabalhar com você”.
Já no ônibus a caminho de Blumenau coloquei os fones de ouvido e tentei relaxar apesar do aperto no coração. No horizonte o sol nascia e eu me perguntava: Quando eu iria fazer aquele caminho outra vez? Toda vez que o ônibus parava (o que aconteceu inúmeras vezes já que era uma linha pinga-pinga) as portas se abriam do meu lado como um convite: Tem certeza que você não quer ficar mais um pouco? Hoje o dia vai ser lindo…
De Blumenau à Tubarão havia apenas duas linhas. A primeira saindo às 7:30h e a segunda às 17:00h. Geralmente o percurso Timbó x Blumenau leva no máximo 20 ou 30 minutos. Logo eu tinha 40 minutos de antecedência. Mas eu não contei com um detalhe, aquela linha era utilizada em grande maioria por estudantes e trabalhadores. O que acabava em paradas consecutivas… Às 7:20h estávamos em Blumenau e apesar de não faltar muito caminho para a rodoviária, era suficiente para o ônibus não chegar a tempo na velocidade que estava. Questionei o cobrador sobre a estimativa de chegada na rodoviária e como se aquilo fosse óbvio com um olhar de desprezo ele disse: “7:45h moça”.
Ferrou TUDO.
Percebendo meu desespero enquanto eu tentava em pânico ligar para a rodoviária para quem sabe tentar impedir, aliás, atrasar a partida do ônibus, o cobrador me sugeriu descer ali e na rua ao lado pegar um táxi. Me pareceu uma boa ideia, vocês não concordam? Afinal segundo o mocinho o ponto de táxi ficava há 150 metros. Lá fui eu pagar pelos meus pecados…
Gente, minha mala NÃO se movia. Não estou exagerando. Ela devia estar pesando no mínimo uns 40kg~50kgs. Junte a isso minha frasqueira, minha bolsa com o notebook, minha bolsa de colo. Enquanto eu arrastava minha mala na direção do possível ponto de táxi uma voz no fundo da minha consciência sem dó ou piedade me recriminava ardilosamente.
Tênis? Pra que trazer tênis? Você não corre há pelo menos uns 3 meses. Acha mesmo que vai virar uma maratonista de repente? 4 sapatos? Você realmente precisa de 4 sapatos diferentes para trabalhar? E me explica pra que você trouxe aquele sapo de pelúcia, porque eu ainda não entendi! Sinceramente Elis, já foi absurdo você trazer 9 livros. Mas eu reclamei? Não, fiquei quietinha, porque nós sabemos dos seus problemas. Mas me diz porque cargas d’àgua até o seu secador ta dentro dessa mala?
Pois é. É muito difícil ser auto repreendido. O que você pode fazer além de ficar repetindo como um tolo: “Eu sei… eu sei… eu sei… Mas, por favor… Me deixe!!” Coisas que só se resta abobar-se, eu sei.
Com muito esforço cheguei ao ponto de táxi, o taxista aparentemente de muito bom humor saiu do carro esbanjando sorrisos e me desejando bom dia. Bom, quanto a mim a coisa era inversa. Abri a porta do carro e entrei, eu precisava muito me sentar em um lugar confortável depois de tamanha prova de resistência. Enquanto isso o motorista abriu o porta-malas e inocente ergueu minha mala rosa. No mesmo instante ouvi: “Tem ouro nessa mala? Nossa se tiver divide comigo! Achei que estava cheia de coisas leves… Mas Santo Deus!!” Para uma mala rosa, até que ela podia fazer marmanjões chorarem, afinal.
Cheguei na rodoviária mas inevitavelmente o ônibus já havia partido. Entrei em pânico. O próximo ônibus seria das 17h e seria tarde demais, ainda mais levando em consideração que já me esperavam na loja desde ontem! E agora? Ligar para a Lourdes? Ligar para minha mãe? Voltar para Timbó? Enviar sinais de fumaça? Poderia também ligar para o meu supervisor e falar algo do tipo: “Hei, tudo bem? Pois é perdi meu ônibus no meu primeiro dia de gerente… Mas acontece né? Hehe!”
Comprei uma passagem no primeiro ônibus saindo para Florianópolis – o que seria em 10 minutos. Afinal, uma vez na civilização (3 horas de ônibus dali) eu daria um jeito na situação… Deveriam existir outras linhas. Eu quase rezava para isso. Entrei no ônibus e a primeira coisa que fiz foi abrir uma barra de cereal. Depois de todo desgaste arrastando aquela mala demoníaca, estresse perdendo ônibus eu realmente precisava repor um pouco de energias. Abri meu bloquinho e comecei a fazer notas sobre esse post. Em seguida abri meu livro e iniciei a leitura, claro que com os fones já no ouvido e a minha música tocando.
Chegando em Florianópolis mais uma vez arrastando minha mala (que parecia cada vez mais pesada) fui até o guichê que fazia linha para Tubarão. E adivinhem só? Dali uma hora havia uma linha direta! A sorte estava do meu lado outra vez. Depois de comprar a passagem, fui ao banheiro, tomei um café, comi um sanduíche natural e já era quase hora de embarcar. Pode parecer pouca coisa para preencher uma hora. Mas tente fazer tudo isso entre um vai-e-vem constante de pessoas em um lugar fechado arrastando uma carga com quase seu peso. Já no ônibus me senti orgulhosa de mim mesma, agora era só uma questão de tempo. E realmente foi A QUESTÃO de tempo… Depois de 30 minutos de viagem o ônibus parou.
Fiquei abobada. E quem não ficaria? Uma barreira havia caído, interditando quase a pista inteira. Até chegarem… (como é o nome daqueles carrinhos que brincamos na areia na infância? Patrola? Escavadeira?) Ah, essas coisas aí que carregam pedras, barros e às vezes cruelmente atropelam pessoas. Ficamos parados, sem mover sequer um metro na pista durante nada menos que DUAS HORAS. Sim, duas longas horas. E pra completar no lugar não tinha sinal. Não podia sequer ligar avisando do acidente… É, às vezes parece que essas coisas só acontecem comigo.
Depois de a pista ser liberada, seguimos rumo sem mais complicações. Também o que mais poderia me acontecer? Papai Noel cair com o trenó e renas em cima do ônibus? Eu não estranharia a aquela altura. Chegando na rodoviária, comecei a suspeitar que houvesse um cadáver na minha mala, porque quase não sentia mais meus braços e pernas. Certamente que eu havia jogado uma pedra na cruz em outra vida, porque aquilo não era normal. Peguei um táxi e cheguei ao hotel. Quando informei meu nome para a moça localizar a reserva, como quem diz “Seja Bem vinda!” a moça apenas me disse: “Já ligaram duas vezes da Colombo atrás de você.” Larguei minha bagagem – isso graças a Deus INCLUI a mala – no quarto, vesti meu uniforme e sai quase correndo em direção a loja. Na direção que me apontaram, já que nunca estive por esses lados.
A loja fica a menos de cinco minutos do hotel que estou hospedada e é linda, a equipe é composta em 99% mulheres (tem só um homem)! Hihi! E descobri que como mencionei no post anterior essa cidade realmente tem muito vento, o que eu particularmente gosto muito, mas são ventos tão… hummm… Frios!! Agora depois daquele banho quente bem loooongo, uma xícara de café eu realmente preciso dormir. Amanhã tem mais!
:*






Welton
setembro 2, 2011
e Viva as “Desventuras em Series”!!!!!!!!!!!
Guria vc jogou pedra na cruz, apontou o dedo do meio pra ela e…. deve ter xingado heeheh
beijo
xD
Lorenze
setembro 2, 2011
kkkkkkkkkkk meu Elis, quase não dá pra acreditar q aconteceram tantos infortúnios num mesmo dia heuheu
Mais uma vez isso prova q a Lei de Murphy está presente em nossas vidas heheheh
lisgrabner
setembro 2, 2011
Diria o Earl; É o carma. LOL
tiagojoker
setembro 2, 2011
Nossa mãe, quanta coisa no mesmo dia, quase me perdi aqui. iuahsahusuihsi
boa sorte sempre.
Mônica Oss-Emer
setembro 2, 2011
DON’T MAKE ME KILL YOU! kkkkkkk
foi um dia e tando né dona Lis, mas faz parte e agora aposto que você para pensa e ri de toda a situação como eu mesma acabei de fazer..UASHSAUHASUHASUSA mas na hora deve bater um desespero né.. AHSUAHUAS
beijão lis boa sorte!
Thaata
setembro 2, 2011
hauhauhauha omg que inferno!
bagagem da punição LOOOOOOOOOOOOOOOOL
muito bom o post XD
agora fiquei curiosa como foi quando chegou na colombo já que estavam desesperados atras de ti uhahuauha
=*******************
Lopes
setembro 2, 2011
Aposto que tem algum leitor que fica seguindo a Lis, fazendo essas coisas acontecerem e virarem posts.
AHuhuauahha
Lis!
Lopes
setembro 2, 2011
era para ser um =* Lis!! =D
lisgrabner
setembro 2, 2011
No minimo você. RS é pertinho daqui. ._.
:*
Thaata
setembro 2, 2011
uhauhahuuhauha é carma, de certo vc estava pagando alguma maldade q vc fez
>XD
lisgrabner
setembro 2, 2011
kkkk
devo ter ficado com saldo positivo então.
JessBlog
setembro 2, 2011
Meu, a viagem realmente nao podia ter sido mais acidentada. xD
Mas eu nao consigo parar de pensar que eu quero MUITO trabalhar nas Lojas Colombo.*-* Alô alguém aí da Clipagem, liga pra Lis, pede referência, mudar de cidade? Nao tem problema! x_x
Só me resta inspirar-me com a história da Lis, e torcer para ter no meu caminho uma empresa tão cuidadosa com seus colaboradores como a Colombo.
Parabéns Lis!
Magna
setembro 2, 2011
MEO DEOLS…
Que dia do capeta!!!
Mas vc ta aí, firme e forte e ainda torço por coisas piores….
Não só por odiar você, mas pq quanto mais difíceis as coisas, mais conseguimos aprender e mais bem sucedida seremos
Tudo de ruim pra vc Lis, vo ta sempre aqui torcendo por vc
Hhauuahua…
Beijasso e parabéns novamente!
Magna
setembro 2, 2011
Corrigindo…
“mais bem sucedidos* seremos”
ou
“melhor* sucedidos* seremos”
Ambos estão certos agora….hauehuaehuae
André Roeder
setembro 4, 2011
Como assim tu ta morando longe? huahuahaua O bom que tu chego bem e que vai dar tudo certo na tua vida, muito sucesso e muita flicidad ai onde vocÊ ta elis *-*
beijos
jozinha
setembro 4, 2011
oO
quantaaa coisa ao mesmo tempooooo….
rsrsrs
mas convenhamos que assim ficou mais interessante do que um apenas:
peguei o buzão na hora certa e cheguei normalmente….
hihih
; )
toda sorte do mundoooo pra vc elissss
jefi
setembro 7, 2011
Putzzz Elis…consegui imaginar todos os detalhes dessa apesar de curta longa viagem rsrrssr!!!como sempre mnt detalhista!!
Se num fosse muuuinto engraçado teria ficado com pena kkkk!!!!!!! to zuando……..esforço reconpensado ñ é??……..parabens pela promoção realmente mnt merecida…..e pelo post qi como ja ti falei parece que nos põe junto nas tuas aventuras e historias, engraçadas ou ñ!!
aaaaaah mnt show a foto das duas gatinhas ihihihih
grande abraço mexicana!!!!!!saudades
Guilherme Macario Silva
janeiro 21, 2012
Ah noticias boas sempre são bem vindas, suas mudanças trazem vitória das suas conquistas, e sempre quando suas conquistas e seus sonhos se realizam eu fico tanto feliz como você.
=***