Minha gatinha é um demônio.

Publicado em abril 7, 2011

14


Não sei se já mencionei, mas minha gatinha é um demônio.

Mas o que eu poderia esperar da gatinha da cobrança? u.u

Essa foto é dentre todas, a que melhor representa Jessie. O monstro.

Sei que devido há muito ronronamentos e beicinhos muitos acreditam na inocência do bichano. Afinal ela é uma fofura (quando quer).

Primeiro dia dela no novo lar.

Então sejamos justos, decidi que a partir de hoje vou contar mais das aventuras da adorável Jessie.

Adoro o capacete do Tiago.

Hoje pela manhã após realizar alguns exames rotineiros, cheguei no trabalho atrasada pelas 9:30h. Então apressadamente  arremessei minha bolsa e meu livro (artigo de Elis indispensável) dentro do meu armário. Porém não pude deixar de notar uma chamada perdida da casa da Jordana no meu celular. A principio causou certa curiosidade, afinal, o que aquela pessoa nos últimos maravilhosos dias de férias poderia desejar de mim?

Mas por fim fui localizada por outros colegas da loja que me procuravam já meio alucinados desde cedo. A manhã passou simplesmente voando. E mais uma vez lembrei da ligação da Jô, e com um leve sorriso lembrei também que semana que vem a mesma estaria voltando de férias. Mas outra vez fui distraída da minha própria decisão de fazer a ligação telefônica.  E já eram 11h. Hora do rango.

 

Para quem não sabe, ajuda na digestão.

Quando estava batendo meu ponto, já planejando passar na casa da Jô, fui novamente interrompida. Dessa vez pela Fran.

- Elis, vai acontecer um assassinato.
- Quem você vai matar hoje Fran?
- Aliás, um suicídio.
- Quem vai se matar?
- A Jô.
- A JÔ ???
- É… bom. Hum. Mais ou menos.
- Tá peraí, me conta direito!
- É que ela ligou desesperada, porque desde cedinho a sua gatinha está tentando pular da varanda… E ela ta até agora gritando com ela, tentando salvar ela…

O que fazer se a aventura corre em suas veias?!

Cara. Sabe quando alguém te conta algo e você instantaneamente visualiza a cena? Foi isso que aconteceu. E no mesmo instante literalmente quase cai da cadeira de tanto rir… Não que eu estivesse fazendo pouco caso da vida da felina, ou porque levasse em consideração o fato de ela ter 7… Era porque eu simplesmente conheço esse monstrinho.

Ela também não gosta de banhos.

Hoje especialmente ela estava de castigo. Depois de na noite anterior (no caso ontem), brincar de balancinho nas roupas recém lavadas do meu varal, saltar e rolar por cima das roupas recém passadas, se pendurar na toalha da mesa até ela cair, atacar o sofá, atacar a poltrona da vovó de leitura, atacar minha rosas e tentar roubar meu jantar descaradamente.

Ainda quer levar ela para casa?

ZzzZZZzZZZzzzZZz...

Fui direto para a casa da Jordana e ao entrar no pátio não pude deixar de notar os miados cheios de dor e sofrimento que me alcançavam do terceiro andar do prédio vizinho. Lá estava o monstro. Lá estava Jessie.

Vista da casa da Jô, da varanda do apê.

Quando encontrei a Jordana, encontrei o pânico em pessoa. Com os olhos esbugalhados, ainda de pijama ela ergueu o braço e apontou diretamente para algum ponto alto atrás de mim. Que sinceramente eu não precisava virar o pescoço para saber do que se tratava. Como se houvesse localizado uma situação de perigo eminente, como por exemplo, uma nave alienígena ela continuou com o braço erguido e o dedo acusador.

Vista do apê aqui, da casa da Jô.

O que, é claro, causou outro ataque ainda pior de risos na minha pessoa. Sério, não conseguia nem falar de tanto rir. Jordana aterrorizada me contou que logo cedo ela havia começado a choradeira, e depois de muitos miados pulou a parte protetora passando para o lado de fora do murinho da varanda. E (segundo a Jô) ficou olhando de forma desejosa o telhado da casa vizinha. Apesar de a Jordana não falar gatunes ela logo percebeu que só poderia se tratar de uma óbvia tentativa de fuga. Correu para o segundo andar e sem mais nada em mente para fazer ficou gritando com a gata enquanto decidia se deveria ou não ligar para os bombeiros…

o/

Sim, eu escrevi isso mesmo que você acabou de ler.

Enquanto de um lado a gatinha miava aparentemente informando que pularia, do outro Jordana debruçada da janela implorava que a gatinha não pulasse. Ora essa.

Depois de mais risadas, o perigo foi neutralizado (por hora).

Publicado em: Abobe-se